domingo, 7 de dezembro de 2014

Cinema para desaprender

Cinema para desaprender
Nosso objetivo é apresentar experiência desenvolvida no LA do CSC I, do CPII, com crianças encaminhadas ao setor. Tal atividade consistiu da implementação da proposta apresentada por Bergala em A hipótese Cinema, onde as crianças ocupam a posição de produtoras de filmes. Com Rancière, que acredita na igualdade das inteligências e apostando na emancipação do aluno e buscando relação menos hierárquica dentro da escola, a proposta foi desenvolvida com crianças de 9 a 11 anos.
As práticas desenvolvidas com jogos óticos, atividades de enquadramento de imagens, exibição de fragmentos de filmes, possibilitaram vislumbrar  a potência que tal proposta encerra. O gesto inaugural de produção dos Minutos Lumière, com limitações que reproduzem a infância da sétima arte, mostrou-se potente, propiciando às crianças exercitar sua autonomia e criatividade.
O trabalho com o Cinema, nessa perspectiva, apresenta-se como uma possibilidade de renovação e transformação. Desaprender os lugares pré estabelecidos, desaprender as dificuldades cristalizadas e apostar na potência de cada aluno como um ser inteligente. Colocar a criança na posição de realizador de filmes, propiciando as ações de dispor, escolher e atacar se revelaram como gestos emancipatórios no trabalho desenvolvido.  Um grupo em torno de uma câmera e o diretor - aluno escolhendo o que filmar - essa imagem que parece simples guarda  uma plenitude de significados que nos devolvem ao papel de “passeur”, descrito por Rancière. Não há nada a ser explicado e sim a ser vivenciado junto.



PPGE/UFRJ  -  CPII
Eixo: Práticas Educacionais
Marta Alarcon Chamarelli
Palavras – chave: cinema – educação – emancipação
Contato: marta.chamarelli@ism.com.br

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