Cinema para desaprender
Nosso objetivo é apresentar experiência
desenvolvida no LA do CSC I, do CPII, com crianças encaminhadas ao setor. Tal
atividade consistiu da implementação da proposta apresentada por Bergala em A
hipótese Cinema, onde as crianças ocupam a posição de produtoras de filmes.
Com Rancière, que acredita na igualdade das inteligências e apostando na
emancipação do aluno e buscando relação menos hierárquica dentro da escola, a
proposta foi desenvolvida com crianças de 9 a 11 anos.
As práticas desenvolvidas com jogos óticos,
atividades de enquadramento de imagens, exibição de fragmentos de filmes,
possibilitaram vislumbrar a potência que
tal proposta encerra. O gesto inaugural de produção dos Minutos Lumière, com
limitações que reproduzem a infância da sétima arte, mostrou-se potente,
propiciando às crianças exercitar sua autonomia e criatividade.
O trabalho com o Cinema, nessa perspectiva,
apresenta-se como uma possibilidade de renovação e transformação. Desaprender
os lugares pré estabelecidos, desaprender as dificuldades cristalizadas e
apostar na potência de cada aluno como um ser inteligente. Colocar a criança na
posição de realizador de filmes, propiciando as ações de dispor, escolher e
atacar se revelaram como gestos emancipatórios no trabalho desenvolvido. Um grupo em torno de uma câmera e o diretor -
aluno escolhendo o que filmar - essa imagem que parece simples guarda uma plenitude de significados que nos devolvem
ao papel de “passeur”, descrito por Rancière. Não há nada a ser explicado e sim
a ser vivenciado junto.
PPGE/UFRJ - CPII
Eixo:
Práticas Educacionais
Marta
Alarcon Chamarelli
Palavras
– chave: cinema – educação – emancipação
Contato: marta.chamarelli @ism.com.br
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