MODALIDADE: PESQUISA EM EDUCAÇÃO
O
QUE NOS REVELAM OS DISCURSOS INFANTIS EM SITUAÇÕES DE REESCRITA NA ESCOLA?
Beatriz Donda (CPII/UFRJ)
Renata
Gondim (CPII/UFRJ)
No universo das interações dialógicas,
os sujeitos produzem linguagem e interligam discursos em termos de sentido. A
linguagem está ancorada em contextos históricos, sociais e ideológicos, cada
contexto é composto por situações enunciativas que interferem nas formas de uso
da linguagem. Quando a criança se coloca numa posição de autor/escritor/leitor,
quais experiências e conhecimentos revela em seus textos? Partindo desse
questionamento, este artigo objetiva refletir
sobre os modos de pensar do aluno, entendendo-o como sujeito de
discurso, que apresenta sua palavra em constante interação com outras vozes
(BAKHTIN, 2010). A análise centra-se em textos produzidos por alunos do segundo
ano, de uma escola pública federal, em situação de reescrita. Considerar e
descrever as práticas discursivas na sala de aula dos anos iniciais, atentando
para os processos de aprendizagem da leitura e escrita e os sentidos postos em
circulação, contribui para a compreensão de como a criança significa a escrita.
Nos processos de ensino e aprendizagem da leitura e da escrita, instauram-se
movimentos em que estão presentes deslocamentos entre “quem ensina” e “quem
aprende”. A discussão proposta neste trabalho situa-se no interior de uma
concepção de linguagem (BAKHTIN, 1997) que é vista como um lugar de interação
humana, e está apoiado pelos pressupostos da concepção de ensino e aprendizagem
sócio-histórica (VYGOTSKY, 2009) e nos estudos ensino e aprendizagem da leitura
e escrita (GERALDI, 2003).
Palavras-chave:
discurso; ensino-aprendizagem; reescrita; diálogo; autor.
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