domingo, 7 de dezembro de 2014

O QUE NOS REVELAM OS DISCURSOS INFANTIS EM SITUAÇÕES DE REESCRITA NA ESCOLA?

MODALIDADE: PESQUISA EM EDUCAÇÃO

O QUE NOS REVELAM OS DISCURSOS INFANTIS EM SITUAÇÕES DE REESCRITA NA ESCOLA?

            Beatriz Donda (CPII/UFRJ)

Renata Gondim (CPII/UFRJ)


No universo das interações dialógicas, os sujeitos produzem linguagem e interligam discursos em termos de sentido. A linguagem está ancorada em contextos históricos, sociais e ideológicos, cada contexto é composto por situações enunciativas que interferem nas formas de uso da linguagem. Quando a criança se coloca numa posição de autor/escritor/leitor, quais experiências e conhecimentos revela em seus textos? Partindo desse questionamento, este artigo objetiva refletir sobre os modos de pensar do aluno, entendendo-o como sujeito de discurso, que apresenta sua palavra em constante interação com outras vozes (BAKHTIN, 2010). A análise centra-se em textos produzidos por alunos do segundo ano, de uma escola pública federal, em situação de reescrita. Considerar e descrever as práticas discursivas na sala de aula dos anos iniciais, atentando para os processos de aprendizagem da leitura e escrita e os sentidos postos em circulação, contribui para a compreensão de como a criança significa a escrita. Nos processos de ensino e aprendizagem da leitura e da escrita, instauram-se movimentos em que estão presentes deslocamentos entre “quem ensina” e “quem aprende”. A discussão proposta neste trabalho situa-se no interior de uma concepção de linguagem (BAKHTIN, 1997) que é vista como um lugar de interação humana, e está apoiado pelos pressupostos da concepção de ensino e aprendizagem sócio-histórica (VYGOTSKY, 2009) e nos estudos ensino e aprendizagem da leitura e escrita (GERALDI, 2003).

Palavras-chave: discurso; ensino-aprendizagem; reescrita; diálogo; autor.

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