Johnny Chaves de Oliveira¹
Universidade
Federal Rural do Rio de Janeiro
O presente artigo tem por objetivo
evidenciar as experiências e reflexões decorrentes dos encontros realizadas ao
longo de um semestre de pesquisas e observações semanais em uma escola pública
da baixada fluminense do Rio de Janeiro com crianças consideradas
indisciplinadas do 4º ano escolar. Esta produção foi balizada pelo Programa
Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) do curso de Pedagogia
da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). A partir das
observações e análises percebeu-se que as dificuldades iniciais de aprendizagem
apresentadas por 7 (sete) estudantes ditos “bagunceiros” coexistiam com a
emergência de questões sexuais que eram silenciadas, reprimidas ou vigiadas
pela falsa função social da escola diante do fracasso escolar. Outro fator relevante foi a identificação de
lacunas formativas na estrutura
curricular do curso na preparação dos profissionais no que tange à educação em sexualidade. Em
vista disso, foram desenvolvidos
materiais didáticos para uso nas oficinas, com duração aproximada de
1(uma) hora, que promovessem a temática
da diversidade e a discussão dos direitos humanos no espaço escolar. Dessa
forma, a articulação entre teoria e prática educacional fomentou práticas
educativas e enfretamentos atinentes à formação das/dos licenciandas/os e
futuras/os professoras/es da educação básica.
Os resultados apontaram para a mudança na forma como a escola tratava a
questão da sexualidade e o grupo que “pintava o sete” nas aulas.
PALAVRAS
CHAVE
Fracasso escolar, sexualidade,
indisciplina, diversidade e currículo
EIXO TEMÁTICO: Pesquisa em Educação
*Licenciado em pedagogia pelo
Instituto Multidisciplinar da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e
membro do Grupo Gênero, Escola, Infância e Educação. Ex-Bolsista do PIBID em
Pedagogia financiado pela CAPES.
Contato: johnny22quest@yahoo.com.br
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